Escola e Clube de Futebol Pauleta com 10 equipas e 130 atletas na Copa do Guadiana 2017

Na Copa do Guadiana, em Vila Real de Santo António

Trata-se da maior representação de sempre de uma colectividade açoriana fora da Região. A Escola e o Clube de Futebol Pauleta vão participar na Copa do Guadiana, em Vila Real de Santo António, com 10 equipas, 130 atletas e 20 treinadores/directores. A acompanhar as caravanas estarão cerca de 100 familiares.
A cidade do sotavento algarvio e as freguesias vizinhas de Monte Gordo e de Altura vão receber cerca de 250 açorianos naturais da ilha de S. Miguel. Será fácil de vislumbrar ou de ouvir o tão característico sotaque micaelense no maior torneio de futebol infantil que se realiza em Portugal.
Em 6 campos de futebol com relva natural e sintética de Vila Real de Santo António e de Monte Gordo, que serão divididos para receberem dois jogos em simultâneo, por serem equipas de futebol de 7, vão desfilar entre domingo e sábado, 1 de Julho, cerca de 300 equipas, envolvendo perto de 8 mil atletas.
Fomos ao encontro do Presidente do Clube de Futebol Pauleta, Vítor Simas, para saber a motivação para tão elevada participação na Copa Guadiana. “Proporcionar a 130 praticantes da Escola de Futebol Pauleta (EFP)/Clube de Futebol Pauleta (CFP), durante uma semana, a realização de muitos jogos de futebol com as mais diversas equipas nacionais e internacionais é o principal motivo da nossa participação. Esta será a nossa segunda presença no Copa do Guadiana. O ano passado entrámos no torneio com 4 equipas. O balanço feito no final pelos nosso “staff” técnico, bem como pelos nossos jogadores e respetivos pais, foi muito positivo a todos os níveis. Assim, partimos para esta época com a vontade de participar com todas as nossas equipas de futebol 7 do CFP e ainda duas equipas de traquinas da EFP, totalizando 130 jogadores e 20 treinadores/directores. Julgamos nós que estes torneios são uma forma muito agradável de terminarmos uma época desportiva, possibilitando aos nossos praticantes um outro tipo de competitividade”
E o que pretendem com esta participação tão vasta? A pretensão é possibilitar a todas as equipas de futebol 7, sem excepção, um final de época em grande, jogando com outras equipas, fazendo um elevado número de jogos e convivendo todos juntos fora do seu local de residência. Com a integração das duas equipas de futebol de 5, damos a oportunidade também que comecem a preparar a sua entrada na competição da Associação de Futebol de Ponta Delgada.
Por quê a escolha da Copa Guadiana e não de outro torneio no Continente? Por diversas razões, das quais destaco: data propícia, boa organização, excelentes condições para a prática do futebol, óptima localização geográfica e um grande envolvimento – cerca de 300 equipas e mais de 8.000 jogadores.
“Falta competitividade às nossas equipas”
Quais os escalões da Escola e do Clube que vão estar representados no torneio? Vamos à V Copa do Guadiana com duas equipas de traquinas, de sub-9, da EFP, 4 equipas de benjamins, de sub-10/11, e 4 equipas de infantis, de sub-12/13, do CFP.
É a maior representação açoriana num torneio fora da Região e, talvez, a maior de sempre de um único clube no torneio algarvio. Como foi toda a logística de deslocação? Feita como muita antecedência, preparando todos os aspectos logísticos em antecipação para que tudo corra pelo melhor. Temos a noção que não é uma tarefa fácil mas julgamos que vale a pena em prol dos nossos praticantes. Partimos Domingo, pela manhã, em voo SATA, rumamos ao Algarve em 3 autocarros, ficando num hotel em Monte Gordo com 30 apartamentos de 4 a 6 pessoas. A alimentação é feita no próprio hotel onde ficamos instalados. O regresso a casa está marcado para o dia 1 de Julho.
Sendo um torneio onde tudo se paga, como foram angariadas as verbas para estarem todas as equipas presentes no Algarve? Só com a imprescindível colaboração de todos os pais que suportam as despesas de cada praticante e tendo o apoio dos nossos patrocinadores, onde destaco a SATA, a Ibersol (KFC/ PANS), a Liberty Seguros, o BPI, o Santander Totta e ainda o CFP, é possível participar num evento com esta dimensão.
Qual a sua opinião sobre a proliferação destes torneios de futebol infantil por todos o país, incluindo os Açores? Todos os torneios são bem-vindos desde que bem organizados e que aumentem a qualidade de participação dos atletas açorianos, pois sabemos que uma das nossas lacunas é a falta de competitividade das nossas equipas.

In ” Correio dos Açores ” 24-06-2017